Até à fronteira


0km, Lisboa.

Sexta-feira lá estávamos todos no restaurante, para começar logo com um prego, mas dos bons.

Eu claro, para variar, cheguei atrasado, mas ainda muito a tempo para dar “cabo” de um bom bife com ovo a cavalo. Lá também estava a nossa testemunha a Ana Maria, e o Barradas Júnior, que não deverá faltar muito para começar a cravar a mota ao pai.

Pouco depois das 21h15 já estávamos a aprontar as “burras”. Despedidas e vamos a isso que há quilómetros para fazer.

Primeira paragem na estação de serviço da Serra de Mira para assinalar o inicio oficial. Atestámos e guardámos muito bem o recibo que confere a data e hora de inicio do evento, cerca das 21h30… E siga pela Vasco da Gama em direcção à A2.

A temperatura estava boa, o que tornava a condução agradável. O Rui assumiu a dianteira, eu logo atrás dele, e o Paulo a fechar a caravana.

Saímos na Marateca, para nos metermos na nacional que nos iria levar até terras do Sul, mais propriamente à Via do Infante que corta o Algarve de lado a lado.

A meio o Barradas tinha previsto uma paragem na Aldeia de Palheiros (Ourique), mas o receio de não ficarmos com uma factura datada fez com que se repensasse a pausa para Canal Caveira, onde metemos gota e esticámos o esqueleto. O balcão da estação de serviço estava fechado e tivemos de operar com a máquina.

Até à Via do Infante, a viagem correu calmamente sempre a ritmos moderados nos limites do código.

Depois de entrarmos na Via, sentimos logo uma baforada forte de vento. E foi basicamente levar no “lombo” até Espanha. Coisa chata e desagradável.