O terceiro elemento


Prelúdio II.

Já estava a coisa bem orientada quando recebo uma mensagem do Miguel Caetano a fazer-me perguntas sobre uma máquina fotográfica que pretendia adquirir. No meio da conversa o Miguel pergunta-me se havia algum plano para este ano: “Há pois!”.Falei-lhe em traços gerais da ideia e direccionei-o para o Rui para mais detalhes.

Efectivamente não nos tinha ocorrido falar com o Miguel, até porque verdade seja dita, à data não havia grande afinidade com o rapaz. Creio que o teremos visto duas ou três vezes no máximo, mas a boa impressão com que ficámos dele levou-nos a considerar a possibilidade de o incluir na viagem… Assumimos o risco. Porque é de facto um risco embarcar numa viagem desta envergadura para um local que não se conhece. São demasiados dias em cima da mota vividos de forma intensa e stressante… É essencial que haja cumplicidade e bom senso sobretudo na estrada, mas também fora de ela. E se o Rui e eu tínhamos muitos quilómetros em comum, com o Miguel eram poucos. Mas o certo é que ainda tínhamos uns 6 meses à nossa frente para agendar alguns passeios e o espírito do Miguel estava alinhado com o nosso. Não foram tantos passeios quantos queríamos, mas num deles ainda deu para fazer uma sessão de fotos a três.

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Santuário de Nossa Senhora de Aires, Viana do Alentejo
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Alcácer do Sal