Algures entre Gredos e Almeria


Prelúdio.

Este ano não foi fácil conciliar férias para se poder planear uma escapada com alguns dias.

Desde há uns meses que apalavrei com o Rui um plano para Setembro, mas foi difícil encontrar umas datas que dessem jeito aos dois. Felizmente conseguimos arranjar uns 4 dias para meados do mês. Combinada a data, restava-nos achar o destino.

Tínhamos três opções em cima da mesa… 1. Voltinha a Sul do país, 2. Sierra de Gredos e Monfragüe, 3. Andaluzia e o Deserto de Tabernas.
A volta a Sul, embora a mais razoável financeiramente deixámos de parte. É algo que se faz em 3 ou 2 dias, e achámos que o melhor seria aproveitar estes 4 para ir mais adiante.

Eu tinha estado há pouco tempo na região de Gredos e vim de lá logo com a ideia de regressar, mas de mota. Tabernas é uma velha opção.
Foi uma alternativa que avaliámos o ano passado, mas que abandonámos a favor dos Pirinéus.

Duas opções bem diferentes. Montanha versus deserto e frio versus calor.

Gredos faz-se bem em 4 dias, para Tabernas o ideal são 5… Decidimos avaliar estas duas opções, e no final a diferença ficava-se em +300kms para o deserto.

Gredos faz mais sentido para 4 dias, mas fazer a Sierra debaixo de chuva não faz sentido nenhum. De modo que o clima acabou por ajudar à decisão e apontámos as espingardas para a Andaluzia.

Plano ambicioso este, com cerca de 1800kms no total. Primeira paragem em Granada, para ficar logo ao pé da Sierra Nevada. A segunda noite seria já em Tabernas, no deserto junto com os cowboys. O regresso teria de ser intervalado com uma noite a meio caminho. Pensámos primeiro em Gibraltar, pela piada. Mas isso obrigaria a rumar a Sul e queimar kms. Ronda pareceu mais interessante e no final foi Córdoba que escolhemos, pela menor distância e previsão climatérica mais favorável.

O convite foi estendido a mais alguns companheiros próximos para um convívio de 4 dias. Para estas viagens de vários dias eu e o Rui optamos por convidar amigos mais próximos e que nos parecem mais preparado. Voltas destas obrigam a alguma logística e preparação, como pesquisas dos locais por onde passamos, trajectos e reservas. Não rolamos à vista, vamos com tudo preparado e reservado. No final apenas o Ricardo tinha disponibilidade para nos acompanhar, uma excelente notícia pois ele é um dos comparsas mais dedicados e com o qual é uma tranquilidade rolar.

Então está feito... Setembro será à procura de Índios.