Uma Strom de reboque


Dia 2, Granada.

Levantamo-nos cedo para nos encontrarmos pelas 8h00 com o reboque que levaria a Strom.

Arrumámos a tralha, tomámos o pequeno-almoço, pagamos a estadia e seguimos para a garagem para carregar as motas. O reboque já estava à nossa espera e num instante se carregou a Suzuki para cima.

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As Tigers seguiram atrás do reboque em direcção ao concessionário, a Moto Andrés.

De véspera tínhamos investigado a localização da oficina, que nos pareceu estar bastante próxima do hotel. Na verdade bastava descer a rua até ao centro da cidade. Mas o tipo do reboque resolveu dar a volta por fora para fugir ao trânsito. Lixou-se, com o arranque das escolas a confusão era por todo o lado. De modo que logo que nos dirigimos para o centro estava uma confusão dos diabos.

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Por fim lá chegámos à oficina que se situava numa cave de um prédio.

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Já havia por ali gente e desde logo receberam a moto do Ricardo, indicando-nos que aguardavam o “chefe” para tratar da coisa.

Muito bem, decidimos então esticar as pernas e ir à procura de um café.

Já tínhamos um plano mais ou menos pensado. O itinerário para hoje previa fazer o lado Sul da Serra Nevada, atravessando-a a Este para Norte para finalmente descer até Tabernas.
Ao todo cerca de 5h00 com um traçado bem puxado de curvas.

A ida directa para o deserto, ficaria em cerca de 3h00, quase tudo feito em autovia.

Portanto, mediante a resolução rápida ou não do problema poderíamos manter o percurso ou encurtá-lo. No caso extremo da Strom ter de ficar retida, o Ricardo ficaria em Granada enquanto eu e o Rui seguíamos. No último caso, com sorte voltaríamos a encontrar o Ricardo em Córdoba. Com muito azar o Ricardo regressaria de reboque para casa e nós seguiríamos o caminho.

Demos por ali uma volta mas o bairro não era de todo interessante, mais do género dormitório.

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Por isso não demorámos a regressar à oficina para ver como iam as coisas.

Já lá estava o “chefe” entretido com a Strom… Aparentemente o erro vinha de um sensor de admissão de ar, estava a devolver valores fora dos parâmetros. O tipo perguntou ao Ricardo se notava algum comportamento estranho no trabalhar do motor – nesta altura o Rui fazia de intermediário, fazendo a tradução de português para castelhano, de nós três é o que está mais à vontade para falar a língua de Cervantes – O Rui respondeu-lhe que apenas se sentia um pouco de hesitação em baixas. O homem acabou por trocar os sensores (são 2, um para cada cilindro) e confirmou que o erro permanecia, mas desta vez no cilindro oposto.

O problema estava então numa porra de uma caixeta electrónica que monitoriza a entrada de ar para o cilindro. Foi se ver o que havia em stock, e azar… Ainda sem saber qual a referência do sensor marado, dos dois que existem, um estava esgotado na Europa e o outro só no armazém em França. E de França para cá, parece que são dois dias no mínimo, assim estamos mal.
A alternativa seria seguir caminho de qualquer forma, já que o trabalhar do motor da Suzuki não estava afectado. O pior que poderia acontecer era o tal sensor pifar de vez e a alimentação do cilindro ficar toda descompensada. Aí, seria altura de chamar o reboque e levá-la para casa.

O Ricardo achou por bem seguir caminho assim e seriam umas 11h00 quando nos fizemos de novo à estrada. Contas feitas, mais 5h00 de viagem e 1 de almoço daria chegada pelas 17h-18h a Tabernas, o que nos pareceu totalmente aceitável. Portanto, vamos lá fazer a Sierra Nevada e limar as bordar desses pneus.